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sexta-feira, 29 de abril de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O chapeleiro Bill Cunningham

Bill Cunningham não deixa de me surpreender, enquanto espero ansiosa a estréia do filme Bill Cunningham New York  e acompanhando todas as atualizações de sua seção On the Street, descubro que antes de ser fotrógrafo Bill ( desculpa a intimidade) era Chapeleiro, e dos bons!
Confira neste vídeo as obras deste fantástico octagenário, que criou a profissão de fotógrafo de streetstyle e que fazia uns chapéus vanguardistas que não deixam a desejar aos melhores chapeliers de Paris.




via NYT

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

WWD@100

O jornal, que também é web, WWD comemora 100 anos com um grande especial on line, WWD@100, repassando os momentos mais importantes em sua história que faz parte da história da moda, com uma série de repòrtagens,  imagens míticas e  personagens marcantes neste centenário.. Corre e devora!
 
Karl Lagerfeld in 1983.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Will black ever go out of style?

Já pensou, o petit robe noir fora de moda, é possível? O negro é uma cor cheia de significados na história da moda, algumas vezes com conotações "negativas" como por exemplo o luto, noite, sexo... uma sombriedade que contrasta com uma sobriedade que também faz do preto símbolo de elegância, sofisticação, magreza e bom gosto. Talvez esta seja uma das razões pelas quais esta cor de mil significados não saia  do nosso armário. Quem responde está dúvida cruel é Valerie Steele, diretora e curadora museu do FIT e autora de “The Black Dress” uma análise sobre a importância da cor negra na história da moda.
Click em Black Won’t Always Be In Style | Valerie Steele| e me conta o que vocêr achou!
Imagem: Alex Katz, “The Black Dress" (1960)
via

terça-feira, 6 de abril de 2010

Ultrasuede: In Search of Halston

Dia 30 de abril será apresentado no festival de Tribeca o esperado Ultrasuede: In Search of Halston. Um retrato da ascensão e queda do que foi um dos mais importantes designers amerericanos. Seu auge foi durante a década de 70, era o rei da noite de Nova York, celebridades como Diane von Furstenberg, Bianca Jagger, Lauren Bacall e Liza Minelli como grande divas usando suas roupas.

O filme está cheio de depoimentos, entre eles estão Andre Leon Talley, Anjelica Houston e Billy Joel . Como curiosidade Halston era designer de chapéus da Bergdorf Goodman , e graças à eleição de Jackie Kennedy de um de seus looks, conseguiu alcançar fama e fazer suas roupas icones de uma década , como seu Ultrasuede dress.

halstonmovie.com
2009 | 89 min | Feature Documentary
Directed by: Whitney Sudler-Smith

segunda-feira, 5 de abril de 2010

La liberación de la moda

La liberación de la moda, é mais um destes documentários imperdíveis. O argumento é centrado na moda como um reflexo da sociedade, usando o século XX como o momento de libertação para as mulheres. (Eu pessoalmente acredito que nos liberamos de corsets objetos e colocamos vários outros corsets intangíveis... mas isso é conversa para um outro post)

As mulheres começam a ter uma vida ativa e assumir o controle de seu corpo, deixam de usar espartilhos e vestidos para vestir ternos masculinos.Os grandes estilistas criam roupas pela primeira vez centrada na liberdade de movimento. Paul Poiret é, sem dúvida, o designer que liberta as mulheres inventando esses vestidos odaliscas, simples que são uma chamada para o exótismo. Os anos 20 tem um destaque especias neste filme, mostrando a era do jazz e o fim das roupas restritivas. Pouco antes da eclosão da II Guerra Mundial pessimismo generalizado, é combatido especialmente quando se trata de vestir para uma noite. Em 1939 renasceu formas século passado reinventadas por Elsa Schiaparelli com crinolinas e decotes valorizando as costas.A guerra e a pós guerra também são tratadas mostrando como é possível ir da escassez das década de 40 á exuberância do new look Dior. A "invenção" do nylon e meia-calça, foram uma verdadeira libertação, o início de um movimento que continuou com outros materiais. Nos anos 60, Mary Quant utilizou PVC para criar abrigos, um material que é usado para recobrir solo. Paco Rabanne também experimentou com o plástico, mas sobretudo de metal. O início dos anos 70 é um momento crucial. Em menos de sete décadas, as mulheres fizeram a revolução no vestuário. Entramos na era da livre escolha, e da opulência e exagero que chega com o início dos anos 80, os designers substituíram a figura dos grandes costureiros. No início dos anos 90, grandes grupos financeiros compram maisons , cujo prestígio declinou, como Gucci e relançam em todo o mundo. Desde então já não falamos somente sobre o mercado de moda ou design, mas também de luxo. 50 minutos repassando o século XX com reconstruções, imagens originais e depoimentos. Gostou? Então corre, pega a pipoca e clica aqui!
La liberación de la moda
Francia, 2007
Director: Allante Philippe
Producción: Arte France

terça-feira, 30 de março de 2010

Balenciaga, o legado de um mito

Se você quer saber um pouquinho mais sobre Cristobal Balenciaga, o espanhol que foi considerado um dos maiores estilistas do século XX, você não pode perder o documentário Balenciaga, o legado de um mito . O filme mostra a vida deste gênio desde a sua criação em Getaria, San Sebastian, Madrid e Barcelona até o seu sucesso em Paris, nos anos 40, 50 e 60, terminando com o fechamento de sua maison, em 1968. No entanto, a filosofia do seu trabalho e processo criativo influenciado a moda do século. Estilista personalidade tranquila e discreta, cuja família vive com os amigos, clientes e colegas foram, até agora, pouco conhecida.

Dirigido por Enrique Portocarrero, o filme traz depoimentos de figuras influentes no mundo da moda como Emanuel Ungaro, Hurbert Givenchy, Pierre Bergé e Didier Grumbach, presidente da Chambre Syndicale de haute couture .
Entre muitos especialistas estão, Miguel Zugaza, diretor do Prado, Harold Koda, curador do Costume Institute do Metropolitan Museum de Nova York, e Eduardo Chillida, em imagens recuperadas de documentários anteriores, que reflete sobre o valor artístico da impecável obra de Balenciaga que sempre foi obcecada com a perfeição.

Ao longo dos 55 minutos, Portocarrero e Josu Venero Gorostola Blake, assinando o roteiro, traça a história da vida profissional deste designer basco de origem humilde em Getaria até a decisão repentina de sua aposentadoria em abril de 1968. O mundo mudou, moda criou o prêt-à-porter e "Balenciaga considerou que este não era o seu ofício, não era arte ", diz Grumbach no documentário.

Pega a pipoca e o guaraná e clica aqui!


“BALENCIAGA, EL LEGADO DE UN MITO”
2008–España -53’
Dirección: Enrique Portocarrero, José Veneno
Producción: TVE

sexta-feira, 12 de março de 2010

Greta Garbo. Il mistero dello stile

Se têm a sorte de visitar Milão até o dia 4 de abril não pode perder a exposição “Greta Garbo: Il mistero dello stile", onde podemos ver uma coleção de sapatos e outras peças , nunca vistas, da enigmática atriz .
Salvatore Ferragamo criou os primeiros sapatos a medida para Garbo em 1927 quando ela lhe disse: “Não tenho sapatos. E quero caminhar,” conta Ferragamo em sua biografia. Garbo queria sapatos com salto que fossem ao mesmo tempo elegantes e confortáveis. Para satisfazê-la Ferragamo desenhou 70 pares de sapatos com desenho parecido, mas em cores diferentes.
A exibição também mostra parte de seu guarda-roupas : vestidos, chapéus, cachecóis e calças, e figurinos de filmes como “Queen Christina” (1933), “Inspiration” (1931) e o famoso trench-coat de “Mata-Hari” (1931).
As fotografias expostas são verdadeira jóias, entre as que se destaca a foto de seu passaporte retratada pelo genial Cecil Beaton. Um luxo!






Ficou com vontade e não pode ir a Milão? Visite a exposição no vídeo abaixo!

Greta Garbo - Il mistero dello stile
Milano,
La Triennale, viale Alemagna, 6
28 de Fevereiro a 3 de Abril e, em seguida, até setembro, no Museu Salvatore Ferragamo em Florença.
imagens via

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

La danse des mains dans la maison Dior

Graças ao blog jamesbort.com podemos conhecer algumas das mãos que transformam a genalidade de Galliano em objetos reais. Lindo! Um prazer para os olhos.

imagens jamesbort.com

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Katrina em quadrinhos

O assunto é sério, mas o meio usado é bem leve. A história do furacão Katrina que assolou New Orleans virou quadrinhos. O artista, Josh Neufield, é um residente da cidade que serviu a Cruz Vermelha. A história é contada através de sua própria experiência e do ponto de vista de outros quatro residentes que narram os acontecimentos pós-catástrofe.
A versão para web pode ser acessada aqui. O livro, com mais histórias e arte, pode ser comprado pela Amazon.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Yves Saint Laurent Tout Terriblement

Na primavera de 1968 antes que se produzisse a histórica revolta estudantil, outro tipo de "enfrentamentos" aconteciam no mundo da moda francesa. No programa de televisão dominical “Dim Dam Dom”, Coco Chanel nomeava a Yves Saint Laurent como seu sucessor, e ao mesmo tempo, o acusava de copiá-la. A resposta de Saint Laurent chegou um mês depois no mesmo programa. “Primeiro, me sinto muito honrado que Mademoiselle Chanel se tenha interesse no que faço e que me tenha designado como seu sucessor,” mas não estou de acordo quando diz que a copio.” Se a tivesse copiado, disse Saint Laurent, não teria sucesso: “Também acho que a grande diferença entre Mademoiselle Chanel e eu é a tentativa de dar à mulher um estilo que lhes permita adaptar seu estilo a meus vestidos e desenvolver suas personalidades. Enquanto que uma mulher que leva Chanel se parece a Mademoiselle Chanel.”

A fita com o testemunho do desenhista pertence aos arquivos do Instituto Nacional Audiovisual, e será lançado em formato DVD, em conjunto com “Tout Terriblement”, um documentário recopilatório de diversas entrevistas do célebre estilista francês entre a década de 60 e 90.

Um retrato sincero contando os bons e maus momentos do desenhista. O DVD será lançado dia 4 de novembro e vem com a bênção do próprio Yves. “Você conseguiu, com uma estranha sensibilidade, capturar e entender tudo o que tentei expressar durante tantos anos,” escreveu a Missolz, quando viu uma parte do filme pela primeira vez.
via

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Amelia Earhart

Você conhece a aviadora Amelia Earhart ??? Foi uma mulher a frente de seu tempo e um ícone de estilo no início do século XX. Seu estilo segue marcando tendência, por isso Jean Paul Gaultier a transformou na musa de sua coleção Fall Winter 09 de Hermés.

Nascida em Kansas em 1897, Amelia Earhart passará à história pelos seus celebrados records de aviação e por ser a primeira pessoa em tentar realizar uma viagem aéreo ao redor do mundo sobre a linha do equador. Foi nessa viagem que Amelia Earhart desapareceu para sempre.

A Rainha do Ar, com seu look andrógino mas feminino deixou seu look para história. Suas jaquetas de couro, suas gravatas e foulards de seda, suas calças estreitas de cintura alta e seus macacões serão peça chave no próximo inverno.

Jean Paul Gaultier redescobre seus trench coats oversize, suas jaquetas, seus chapéus de piloto... e os transforma em excelentes peças de luxo para sua coleção Fall winter 09 de Hermés.

Compare nas fotos abaixo!


Compare as fotos!

imagens desfile imagens históricas

sábado, 9 de maio de 2009

Vestido do Ano 2009

De manga comprida, estampa de poás sobre fundo preto e abotoado na frente , custou na loja 60 libras e foi eleito Vestido do Ano pelo Museu da Moda de Bath. Quem é o criador???? A modelo britânica Kate Moss que disputava o título com vários grandes da moda, como Calvin Klein ou Alexander McQueen, com um simples modelo desenhado por ela para TopShop .

“Não me surpreende que ganhasse o modelo desenhado por Kate Moss. É um modelo com um sentido do estilo muito claro, que foi um grande sucesso em uma das principais marcas do planeta”, comentou a diretora do museu, Rosemary Harden, citada este domingo pelo jornal The Independent on Sunday.
Esse prêmio, que existe desde 1963, é um triunfo para Moss. Segundo os comentaristas, o fato de que tenha triunfado um simples vestido de confecção representa uma mudança de direção na indústria da moda britânica, que parece abandonar sua obsessão pelas grandes marcas típica dos 90 a favor de mais um estilo democrático de acordo com a atual recessão.
O que vocês acham? Foi justo? Será que Kate Moss vai passar á história da indumentária como modelo e designer?
via

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Buen Vestir

Eu sou fã da Maria Giraldo do blog Demodé Showroom, ela estuda comigo na pós de jornalismo de moda ( já mostrei um dos projetos dela aqui). Sempre trocamos links e hoje de manhã ela me mandou por e-mail uma dica imperdível! O blog argentino Buen Vestir, dedicado a história da moda. Mas não pense que é mais um blog chato, mi molde apresenta com uma linguagem fresca curiosidades sobre peças, personagens, ícones... pura história para ser digerida em pequenas doses. Você sabe quem é Lisa Fonssagrives ??? E a história do alfinete???Então passa lá !

terça-feira, 17 de março de 2009

A volta de Vionnet

"Estou convencido que sempre há um lugar para os projetos que unem energia, paixão e originalidade". Este é o motivo pelo qual o empresário Matteo Marzotto decidiu "devolver vida" à 'maison' Vionnet. Rodolfo Paglialunga, que trabalhou para Prada e Romeo Gigli, será o novo diretor criativo de Vionnet . Desejamos a mesma sorte que teve a casa Lanvin!

Madeleine Vionnet foi a "criadora" do corte ao viés e de formosos drapeados que até hoje em dia ninguém a conseguido superar. Seu vestido de noite cor marfim (1935) é considerado uma obra-prima, cuja caída perfeita se deve a uma única costura, o que para sua criadora constituía o objetivo mais elevado. É possível que a habilidade de Madeleine Vionnet para criar estes cortes a partir de formas simples como quadrados ou triângulos, se devesse a sua paixão pela geometria.

A modista, nascida em 1876 no seio de uma família modesta, teve que deixar a escola aos 12 anos. A seguir aprendeu corte e confecção e trabalhou durante um tempo em Paris. Com 16 anos se transladou à Inglaterra, onde com 20 anos assumiu a direção da oficina da modista Kate Reilly. Em 1900, de volta em Paris, entrou a trabalhar na reputada casa de moda das Soeurs Callot, onde se transformou em mão direita de Marie Callot Gerber, a responsável da faceta artística do negócio.

Em 1907, Doucet lhe encarregou o rejuvenescimento do estilo de sua marca. Vionnet começou suprimindo o corpete e encurtou as bainhas, para desgosto das vendedoras e das clientes. Isto fez com que a desenhista se desse conta que tinha que abrir sua própria empresa.

Vionnet estudou o corpo feminino como um médico, para desse modo preservar sua beleza natural e obrigar ao vestido a adaptar-se à silhueta. Fez uso dos drapeados e do célebre corte ao viés, até então só utilizado em pescoços, nunca em um vestido inteiro. Utilizou tecidos sutis, como o crespón de seda, a musselina, o veludo ou o cetim. Em 1918, seu fornecedor, criou especialmente para ela um tecido único composto por seda e acetato, uma das primeiras fibras sintéticas.

As cores que usava eram clássicas, sendo sua preferida o branco em todos seus matizes. Além disso, a desenhista procurou não recarregar excessivamente suas criações, utilizando como adornos bordados, rosas ou nós estilizados.

As trabalhadoras de Vionnet desfrutaram de umas condições que a lei não obrigava, como agora, breves descansos, férias pagadas e ajudas em caso de doença. A ela e a suas generosas doações se deve a criação em 1986 do Musée da Mode et du Textile em Paris.

Informação extraida do livro de Charlotte Seeiling "MODA. O século dos estilistas" Editorial Könemann.