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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Chanel Metiers D’Arts – Lemarié

No documentário Signe Chanel tivemos a oportunidade de "fuxicar" dentro do ateliêr da maison francesa e descobrir o incrível mundo que está detras das coleções de Karl, e principalmente aproximarnos dos artesãos que cuidam de cada detalhe (penas, plumas, camelias, passamanarias) do que depois nos deslumbra na passarela. Por isso eu adorei mini-reportagem da Another sobre Lemarié, com fotos de Alfredo Piola. 

A maison Lemarié que desde 1880 produz plumas para roupas, uma arte durante a década de 20, era executada por cerca de 500 casas em Paris e que atualmente restam umas poucas. Chanel em 2002 comprou alguns de seus principais provedores como os sapateiros Massaro, os ourives Goossens , as bordadeiras Lesage , os fabricantes de bijuteria Desrues, os chapeleiros Maison Michel e os fabricantes de flores Guillet para perpetuar estas tecnicas de fabricação tão artesanais y "em vias de extinção" e a vez contemporâneas. Durante a última semana de moda de Paris , na pop-up store com Colette, levaram alguns destes artistas, para que fabricassem as camélias "ao vivo" , toda uma honra presenciar esta arte. Confira as fotos da reportagem e PORFA, visitem as webs destas maravilhas da arte do Couture.

terça-feira, 1 de março de 2011

Casa Canadá

Uma das coisas mais legais que fiz na minha viagem a Rio de Janeiro foi visitar a exposição sobre a Casa Canadá no Arte Sesc. Ela durou pouquinho, somemnte um mês. Mas eu guardei muuuito material para postar aqui no Cajon. Pra quem não conhece (Cóóóóóómo?¿), pode escutar a guia no vídeo, mas eu já adianto.
Você vai precisar de tempo para disfrutar este post!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Alta-costura tão ameaçada quanto o panda...

Esta frase catastrófica foi dita por Nancy Hass em um reflexivo artigo para o Wall Street Journal
sobre o mundo da alta costura, e principalmente sobre o termo couture que deixou de ser sinônimo de algo exclusivo para fazer parte de nosso dia-a-dia “Juicy Couture”, “Jersey Couture”, “Randy Couture” e até "food couture". Apesar de ser o momento onde a moda se acerca a arte , sabemos que os tempos mudam, e que entre muitas outras coisas, como o preço elevado, extinção de artesãs, o público consumidor envelhece e que as marcas que continuam fazendo sua linha Couture são obrigadas a modernizar-se. Vide a polêmica do último desfile de Valentino com uma coleção que tinha pouco da imagem tradicional da alta costura e que pra completar usava Alice Dellal como modelo...
O debate tá servido ... Leia o artigo completo aqui!
E se você quer saber o que têm de Haute esta couture?, click aqui!
São Balenciaga e Santo Dior que livre a Alta costura do mesmo destino do pássaro Dodo... O que você acha?

domingo, 21 de março de 2010

Versace Atelier

Sempre espero com curiosidade o lançamento da coleção Versace Atelier, e não é por causa dos vestido, que são lindos, mas em geral, as fotos vem acompanhadas com suas respectivas ilustrações (aqui e aqui). Este ano não sei o que aconteceu, mas não encontrei nenhum croquis... Fiquei com vontade...
Veja a coleção completa aqui!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Resgate : O que tem de "Haute"a alta costura?

Resgate de um post antigo mas que sempre é visitado durante a semana de moda de alta costura: o que têm de Haute esta couture?

O nascimento da alta costura
Ela começou em 1858, quando então o estilista inglês Charles Frederic Worth tinha um trabalho em cada uma das peças que criava e eram requintadas nos detalhes, caras em tecido e com exclusiva e personalizada de montagem. O termo Haute Couture, que significa "alta costura" em francês, foi criada e lentamente se tornou o "último" para todas as mulheres elegantes e um padrão bem definido de luxo.

Os critérios de couture
Haute Couture é como ser um membro de um clube. As regras e regulamentos necessários para uma casa para ser incluída no 'club' são protegidos por lei e são:

1) Um estúdio em Paris com 15 empregados a tempo integral e a participar na semana de moda a cada temporada. A apresentação da coleção em Paris deve incluir, pelo menos, trinta e cinco trajes tanto diurnos como para noite.
2) Pelo menos 75 peças de trabalho (incluindo acessórios) têm de ser concebido pelo designer-chefe.
3) Cada peça tem que ser limitada em quantidade e artesanal.
4) Design feito por encomenda para clientes privados.

As estatísticas de couture
Aproximadamente 500 mulheres no mundo são capazes de suportar e tornam-se clientes regulares de Haute Couture.
Uma peça de vestuário de alta costura necessita de cerca de 100 horas para ser concluída. Aquelas com bordados, podem demoram cerca de 1000 horas.
Um ateliê couture necessita uma média de 50 pessoas para executá-lo.

As razões para a criação couture
Embora raramente vendidos, é criado para reforçar o prestígio da casa e mantém a magia da moda artística viva.

Marcas que outrora foram membros oficial do Haute Couture
Balenciaga -Guy Laroche -Emilio Pucci - Lanvin - Nina Ricci - Yves Saint Laurent - Pierre Balmain - Emanuel Ungaro

Talvez a queda nas vendas obrigou-as a abandonar as menos rentáveis linhas Couture e preferiram concentrar-se principalmente sobre as menos prestigiadas e mais rentáveis linhas pret-a-porter. E ai? Gostaram da história? Foi uma novidade? Deixem seus pitacos!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Por dentro do ateliê Chanel


Quer acompanhar este vestido desde o momento que saiu do papel até chegar à passarela? Dá uma olhadinha no vídeo abaixo!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mr. Dior is Watching You!

Amei!!!!!!
Foto do backstage do desfile de alta costura de Cristian Dior.
imagem http://blogs.fashionweekdaily.com/?p=16511

terça-feira, 7 de julho de 2009

Por dentro de Dior Couture

Por fim chega minha semana de moda favorita, onde esta disciplina chega ao seu momento mais artístico... Amanhã eu faço um post especial comentando os desfiles...enquanto isso vamos dar uma olhadinha nessas peças especiais enquanto ainda estão nas mãos de seus artifices...
E como sempre resgatamos o post O que tem de "Haute"a alta costura?

imagens: wwd.com

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Versace Atelier spring 09

Versace não faz parte da semana de alta costura, já aprendemos aqui como é difícil entrar neste grupo. Mas confesso que é uma das apresentações que eu mais espero, além dos vestidos, que são verdadeiras obras de arte, Donatella sempre apresenta os croquis da coleção que são lindossssss! Tenho que descobrir quem é o ilustrador!!!! As imagens são da coleção Versace Atelier spring 09. Para ver os do inverno passado click aqui!

imagens fashionologie.com

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Couture report

Enquanto eu estava em Londres, a revista Style do jornal Sunday Times publicou uma ótima matéria sobre alta-costura. O jornalista Colin McDowell foi aos desfiles em Paris e conversou com três clientes da América do Sul com o intuito de desvendar ‘quem compra? por quanto? e a crise esta afetando o mercado de alta-costura?’ Faço aqui um resumo dos pontos mais interessantes:
- as clientes pagam o quanto for, pois é uma compra para durar a vida toda. Uma delas diz “você percebe que comprar alta-costura não é como comprar outras roupas. Você não compra para usar por uma temporada e depois joga fora”.
- Em algumas temporadas uma cliente pode compra muitas, em outras não comprar nada. Por ‘muitas’ elas querem dizer 3 ou 4 peças.
- As clientes mandam as peças de volta para serem alteradas, se necessário, conforme haja transformações na moda ou no seu próprio corpo.
- As entrevistadas não quiseram revelar o preço pago pelas peças, mas Colin McDowell afirma que quando um vestido é enviado para a revista para ser fotografado o seguro é em torno de £100.000.
- A produção do desfile do Dior custa £2 milhões.
- O presidente de moda da Chanel, Bruno Pavlovsky, afirmou que desde 2007 a demanda por alta costura aumentou tanto que eles abriram um novo ateliê e agora tem mais de 200 pessoas com mão-de-obra especializada. Ele espera grandes vendas para esse momento de crise pois acredita que as pessoas precisam de alta-costura.
- A venda das peças chaves de uma coleção não ultrapassa 3 por continente.
- O objetivo da alta-costura é publicidade, que estimula o mercado para as linhas mais acessíveis, beleza e maquiagem, com o nome da marca.
- As vendas no Oriente Médio estão estáticas, mas as marcas reportam um interesse vindo da América. A Rússia esta na corda-bamba. O interesse asiático não é grande no momento. Mas muito interessante – são os franceses que compram o maior numero de alta-costura, geralmente de costureiros menos conhecidos, como Dominique Sirop, Stéphane Rolland, Franck Sorbier e Elie Saab. Esses costureiros dão às mulheres sofisticadas roupas individuais que aderem a seus estilos de vida, por preços que os salários delas podem pagar.

Para ler a matéria inteira, clique aqui.
(fotos tiradas do style.com dos desfiles de verão 09:Jean Paul Gaultier, Chanel, Dior e Elie Saab)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Alta costura SS 2009- parte 2

Givenchy

Tons nude e pastéis, rendas e transparências, menos propostas para o tapete vermelho e mais couture diurno denotam que Ricardo Tisci, tão amante do gótico, da imaginária religiosa e do lado escuro também tem um lado luminoso e primaveril. Túnicas cobertas com véus de renda, 'bodys' 80`s, blusões com exageradas mangas de presunto e drapeados estratégicos e vestidos longos e etéreos. Todo junto, com um espírito que une o futurismo e o neoclássico.

Elie Saab

O estilista libanês apresentou uma coleção na qual não podiam faltar seus já consagrados vestidos de noiva. 'Paillettes', brilhos e gazes desenham uns sensuais peças em tons crus, marfim, cinzento e pérola.A silhoueta foi valorixada com volumes em pontos estratégicos.




Jean Paul Gaultier

Com dois estrellonas galas tão opostas como a noite e o dia -a cantora de origem luso-belga Helena Noguerra e a aristocrática 'top' e empresária Ines de la Fressange-animando a passarela, o genuíno 'enfant terrível' volta a suas origens raciais e transgressores retomando a senda que traçou com o vestiário de 'Kika', o filme de Almodóvar de 19993 na qual tranformaba a Victoria Abril em uma repórter 'killer' ataviada ao Martírio. A artista espanhola se reflete em pentes convexos impossíveis, pichis castiços, borlas goiescas e mantilhas de encaixe próprias de uma manola nada pia. As senhas de identidade de Gaultier -'look' marinheiro arrabalesco, trajes de fraque, provocação a caudais e vestidos de sirene em tecido de rede- não faltam à entrevista. Fim de festa com o genial desenhista irrompendo na passarela para perseguir como um fauno febril a sua musa Da Fressange. Os gênios é o que têm, não conhecem a palavra crises -criativa-.

Maison Martin Margiela

O estilista apresentou suas novas propostas baseadas na reciclagem de materiais e peças na Citei de l'Architecture et du Patrimoine de Paris , julgando as imagens deixou surpreso os assistentes. As modelos camufladas com "desagradáveis" máscaras de malha destacam uma coleção integrada por peças fabulosas onde o jeans se desfia como sutil musseline, o couro salpicado de estrelas desenha formas de vanguarda e o vermelho se revela como a cor estrela de um traje de noite espetacular.

Valentino

Foi o 'debut' de Maria Grazi Chiuri e Pier Paolo Piccioli á frente de Valentino . Os vestidos foram etéreos e ultrafemeninos . A protagonista foi a cor, compoucos exemplares do famoso vermelho Valentino, do qual os sucessores do professor fogem como podem. Os novos diretores criativos da marca preferem o turquesa, o verde, o púrpura e o marrom, também os tons 'nude' e 'fumê'. Muito vestido de festa majestoso, ares 70´s, 'paillettes' e plumas de marabú. Como as referências a Valentino são inevitáveis, escolhem alguns 'hits' do costureiro: o vestido-abrigo com aplicações , os laços, os boleros de babados e os plissados.
imagens:
Fotos: Style.com; wwd.com

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Alta costura SS 2009- parte 1

Aqui no Cajon a gente é fã da Alta costura, é o momento na moda onde a liberdade criativa nos presenteia com verdadeiras peças de museu.A gente já contou aqui como entrar para esse seleto grupo, abaixo o melhor dos desfiles.

Christian Lacroix

O desenhista de Arles, nascido em uma região taurina, desde menino frequentou a "plaza de toros", paixão que persiste nos seus vestidos de inspiração toureira em cetim cor sangue com bordados de azeviche. Pioneiro na mistura de estampas e referências, Lacroix salpica de flores suas delicadas blusas e meias, e usa à riqueza do traje de toureiro e ao fucsia das capas, aos pois e argolas gigantescas criando assim uma Carmen parisina racial e apaixonada. E o resultado é não é folclórico, é fresco com minissaias e macacões 'Couture', listras de corsário 'punk' ou braceletes de cores que apaixonam.

Chanel

O branco e a camélia são os dois fios condutores de uma coleção entre eslava e espacial onde o 'káiser' se afasta do espírito Coco e decide reinvindicar sua autoria. Calças cigarrete enrugados na bainha, ombreiras marcadas, mitones, pescoços rígidos e peças muito estruturadas com certo aroma 'sixties' -Courréges .


Armani Privé

A sensualidade contida que transmitem os filmes de Wor Kar Wai servem de argumento ao italiano para propor sua coleção. Ternos de calça entalhados, onde a jaqueta, marca a cintura e os ombros ao estilo 'Blade Runner', brilhos e 'paillettes', amarelo, vermelho e roxo e encaixes metalizados completam as novas propostas de Armani .


Dior
John Galliano se inspira nos mestres da pintura holandesa dos séculos XVI e XVII -Vermeer, Rembrandt, Porcellis... e reinventa a 'maison' com sedas plissadas , estampas do Renascimento, exóticas plumas em tocados de tule e os onipresentes traços do legado de 'monsieur' Dior. Vermelho paixão, azul celeste, branco, rosa e amarelo, cores de uma coleção tirada de um quadro.

Fotos: Style.com