sábado, 16 de maio de 2009

SUGARLAND, WILLIAMSBURG

Sair à noite em NY é um problema, não pelos motivos do Rio, onde moro, mas por que as opções são muitas. Então nada melhor do que as dicas de um amigo local. Foi assim que meu roteiro na nigth nova-iorquina foi feito pelo Bob. Vou contar para você um dos lugares que conheci e você decide se é a sua cara. Pertence à nova cena do Brooklyn, mais exatamente no bairro de Williamsburg, o lugar mais descolado da cidade, lá surgiram nomes como Fischerspooner, Scissor Sisters, a cena Electroclash, blá, blá blá. Não pense num lugar abandonado, Williamsburg esta revitalizado, onde ótimos condomínios estão sendo construídos.

O clubinho chama Sugarland, esqueça a arquitetura, o design, o espaço é tosco, é boate para se jogar. Pista cheia, mezanino idem, um ótimo bar com um imenso balcão, que é uma coisa que sinto falta por aqui, e por todo lado o staff da casa em trajes mínimos vende shots de drinks em tubos de ensaio, é divertido. O povo que freqüenta é bem jovem e os meninos são conhecidos por candy boys. Os looks são bem misturados, shorts mínimos, camiseta de banda de rock, as meninas usam stretch leggings de crocodilo, os cabelos são batidos na nuca e com topete descolorido, os meninos tem mechas desalinhadas, óculos néon, tudo isto com um descuido meio hippie, você jura que está num clip do MGMT. Mas não pense em nada homogêneo, na noite que eu estava lá havia um garoto de camisa social e gravata, deslocado? Que nada, estava super enturmado. O deck outdoor para os fumantes é ótimo para colocar a conversa em dia, muita falação, eu, que nem fumo, adorei a social do espaço. Enquanto isto a pista ferve com um som que pode ir de Kudu a Blondie sem perder o rebolado. O lema é “from the indie to the new wave, from the punk to the funk.” Música para balançar o quadril, não pense muito, solte o corpo e divirta-se.

http://www.myspace.com/kudu

http://www.myspace.com/inflagranti

por Flavio Bragança de Nova York

Um comentário:

......... disse...

Adorei a matéria,o local parece divertido, democrático e bem descontraído, é uma dica valiosa que não encontramos nos guias de turismo.

Flávia Katz