quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Cidade do Funk

Música e moda, moda e música. Se no quesito moda o Brasil está comecando a ser reconhecido, no quesito música é um dos países considerados mais criativos e musicais do mundo. Enquanto "Garota de Ipanema" é musica de elevador aqui na Europa, o Funk carioca toca nos clubs mais modernos. Enquanto na Europa os Mc's e Dj's do Funk ganham alcunha de artistas, no Brasil muitos ainda pensam que o Funk nao passa de "som de preto, de favelado", como diz a letra da música.
O Funk é o tema do documentário que a luxuosa diretora Sabrina Fidalgo está preparando para o próximo semestre. Cidade do Funk - o nome resume o conteúdo e o doc é inspirado no livro "Batidão - Uma História do Funk" de Silvio Essinger. O doc tem produção da própria Sabrina Fidalgo (Associação Cultural e Teatral Ubirajara Fidalgo) e da Casa de Criação, do cineasta Joel Zito Araújo ( dos premiados "Filhas do Vento", "A Negação do Brasil" e "Cinderelas, Lobos & Um Príncipe Encantado") além de co-produção alemã com a KFOFO Productions (Eduardo Raccah).
Vou dar um ctrl+V na sinopse do filme e tb abaixo mostro o teaser que tá sucesso. Lá vai...
O documentário CIDADE DO FUNK conta a historia do Funk e seus bailes desde o final dos anos 60 nos subúrbios cariocas, passando por todas as suas metarmorfoses sonoras, chegando, enfim, á explosão internacional dos dias de hoje. Toda essa tragetória é mostrada através do ponto de vista de alguns nomes do movimentos - uns conhecidos e outros nem tanto- como os Djs e produtores Marlboro e Sany Pitbull, entre outros. CIDADE DO FUNK ainda mostra um instigante painel sobre a expansão desse ritmo ao redor do globo, e traça um paralelo entre o "novo funk" produzido fora do Brasil com o genuíno movimento oriundo das favelas e suburbios cariocas, além de mostrar a cena de outros movimentos socio-musicais de periferia como o Kuduro angolano na cidade de Lisboa. CIDADE DO FUNK percorre os planos sócio-políticos e culturais que dividem o mesmo espaço geográfico na metrópole do Rio de Janeiro, através da música que melhor representa e expressa a contemporaniedade e as contradições de uma cidade socialmente dividida. É O PRIMEIRO DOCUMENTÁRIO SOBRE O GENERO DIRIGIDO POR UMA DIRETORA CARIOCA (na foto acima, com Sany Pitbull).




14 comentários:

Anônimo disse...

Obá! Frau come back! 10 points pra vc, amiga! schmetterling kusse
Se vc dança, eu danço mwhuahwahwa!

Lissandro Silva - São Paulo disse...

Huauau...Adorei o comentário acima, e me fez lembrar que essa musica bombou na europa em 2006.
Aqui no Brasil o funk e bem discriminado ainda ne?! Aqui em SP e coisa de "preto,pobre e carioca" huahua..
La em Londres tinha uma festa super bombada, no SoHo, chamada Nag Nag Nag, e o pancadao carioca bombava e fazia os gringos descerem ate o chão.
Eu curto o ritmo, que nao deixa ninguém parado, porem concordo q as letras sao de arrepiar. E se rolasse uma produção estilo "funk universitário"?!?
Bjo

Angélica Dass - Madrid disse...

Ela voltou!!!!!!!!!! Ehhhhhhhh!

Frau Martins - Berlin disse...

I'm back!!!!!!Eu nunca gostei de funk porque gostava de rock e os dois nao combinavam, sei lá. Agora que o rock está totalmente boring e eu to indo mais pro lado da eletronica, tenho escutado funk. O ritmo é genial aquela batida de ponto de macumba é tudo e as letras sao o que elas sao. Cotidiano de favela, violencia, sexo, boca no trombone e (porque nao) amor . Nao acredito que uma musica feita por "preto e favelado" pudesse falar de outras coisas a nao ser da vida como ela é. Eu sou fa da Tati quebra barraco pois ser mulher, negra, favelada, funkeira e ainda por cima quebrar o barraco é coisa de super heroína de primeira categoria!
E funk "de branco de condomínio" (bonde do role, e sei la mais q bobagem) nao é mais funk, é sem essencia. Esse pessoal nunca foi num terreiro e estudou em escola particular... nao vale!
BJS

Raquel Azevedo - Rio de Janeiro disse...

K-a-r-a-l-e-o!!! Adorei..."Esse pessoal nunca foi num terreiro e estudou em escola particular... nao vale!"

Tô com uma sauuuuuuuuuuuudade das épocas da EBA que vcs nem imaaginam...mas passou...e agora cada um no seu quadrado (essa é velha no funk meninas)...bjks raquel

Frau Martins - Berlin disse...

....Raq, voce pode vir visitar a gente nos nossos quadrados!!!!

Angélica Dass - Madrid disse...

Eu já falei mil vezes pra Raq vir me visitar!Quanto ao funk não adianta...eu sou boring e gosto de rock, estou sempre aberta ao novo,mas o que eu mais curto é soul confesso que tive que casar com um branquelo pra descobrir meu lado musical mais negro!Por cierto, o anônimo, que acha que fala alemão é "mi niño"!jijijijijijiji

Frau Martins - Berlin disse...

...po angie, mas soul nao é nada boring... Eu tb ainda gosto de rock, mas so das coisas que eu gostava antes. Só que eu simplesmente NAO CONSIGO mais ir na buatschi e escutar os mesmo set lists de quando eu tinha 17 anos. Olha o terror: Smells like teen spirit, Smiths (que eu amo mas sinceramente), Boys dont cry do Cure... putz....chega, já deu, adeus anos 90, bye.
Angie...c ja escutou Santogold??? Escute djá!
Beijos da Rob-quebra-apartamento-de classe-media-baixa

Angélica Dass - Madrid disse...

Amo SantoGold essa é a musica negra que descubro atravéz do Alvie!!!! Infelizmente eu de vez em quando(hahahahah) ouço Pearl Jam ... Lembra do show!Hahahahahahah!
Adorei seu Alias!

Anônimo disse...

"Esse pessoal nunca foi num terreiro e estudou em escola particular... nao vale!"

Adoooooooorooo! Aguarda o filme, nêga. É bem essa a linha de pensamento. (: A senhora tá certa, sim! E por falar em soul tudo comneçou com soul e o funk...funk de James Brown nos bailes blacks. Por isso se chama "baile funk" até hoje. Aliás, esse é o ponto de partida do doc. Super concordo com o lance do rock...Nunca fui muuuito fã, sempre fui mais house, mais disco, mais soul. Mas gente, ai vc vai nessas festinhas "di rock", né? O mesmo playlist de 1980 e lá vai fumaça rolando no século XXI: The Cure, The Smiths, Siouxsie,etc,etc,etc. Tipo adoro os Smiths,adoro o Morrisey, mas não dá, a fila anda. Eu conheço uma criatura que jura que isso ainda é "a vanguarda" e se vc disser que não gosta de Ramones é considerado uma henergumena de marca maior e automaticamente "exclida do grupo", tschá? Veja só que cafonice! Êta povinho bitolado! Pararam no tempo e esqueceram de avisar. Mas gata, obrigada, adorei! Deixa eu continuar quebrando tudo aqui. BJO da cidade purgatório da beleza e do caos!

Lady

Anônimo disse...

A historia da música do sec. XX está ligada de um jeito ou outro em suas origens a música de raiz, e em uma grande medida, a música negra....do jazz ao blues, de aí ao rythm & blues, de aí ao Doo Doowap, ao Rock&Roll, estuprado pela industria com os Elvis...de aí ao soul primogenio, ao nu jazz chamado funk (the smell of sex, segundo algumas versoes), de aí aos psycodelic ways dos 70, e o funk disco negro, os skas e reggeaes, que cruzavan o charco pra UK, influenciando nos outros sons rock e o novo punk...o Hip hop dos 70 pra os primeros 80, os sonidos jungle, drum & bass, garage, dancehall (reggeaton no mundo latino nao brasil) e as novas geraçoes das eletrónicas de baile nao "cultas" europeias, senao viscerais e "faveladas" de meio mundo.

Brasil é o mesmo....desde os originais folclores africanos, e indigenas, pra as adaptaçoes, os centenares de ritmos, idas e voltas com USA ou Europa...ou India, ou volta a África.

Se vcs entendem a música como esse todo vivo, entao tudo cabe...tudo se relaciona: a realidade crua e real da vida funkera, ou da crónica real,...Villa-Lobos, Chiquinha (esses nao sao favelados), Pixinguinha, Cartola,...Racionais Mcs, Tati...(esses sim) se misturan (boa mistura), com adaptaçoes nao de mercado, "burguesas" ou nao...Bossa, MPB, hip hop samba, ETCS...¿?

Pra mim, o funk e soul 70s carioca, com gente como banda Black Rio, ou Tim Maia,...deixa uma boa pegada nesse jogo...mas eu vejo uma maior relaçao do chamado agora Funk Carioca, com as evoluçoes mais "sujas" do breakbeat nos suburbios de medio mundo...chegando aos estilos mais na moda nos clubes, galpoes e covas...o Grime, nasty garage, D&B, Reggeaton et al...só que com essa grande dose de pesonalidade a brasileira...and keep smelling like sex.

Sem duda pra mim, um fenómeno social, e um interesse musical puro...auténtico, popular, e por tanto suscetivel de influenciar muito e muito ampliamente.

O sea, pra mim o funk carioca liga mais com M.I.A. que com Curtys Mayfield ou Banda Black Rio, ou M.I.A. com o funk carioca...neh?

En fim, fico atento...e obrigado pela info!!

Samuel Sapristi promete voltar cedinho com mais musica pra Todos!!

Frau Martins - Berlin disse...

... Ahasou Samuel :-)
Traz as novidades na primavera pra genten!!!!!!
Besos de mariposa pero mas conocida como "bruxa", la negra del verano carioca!!!!

Lissandro Silva - São Paulo disse...

A Rob sempre dando ibope ne...hauhauh

Frau Martins - Berlin disse...

:D Licooooooo.... meu post tá tipo uma festinha particular, juntando a galera, né? Legal... solta o batidao ae Di djei!!!