terça-feira, 5 de agosto de 2008

Kiki, a rainha de Montparnasse

Que me conhece sabe que sou viciada em ilustração e consequentemente em comics. E minha última compra que foi devorada em 3 dias é a biografia em quadrinhos de Kiki de Montparnasse, de Catel e Bocquet e editada pela espetacular Sins Entido.

A história de Kiki é muito emotiva, deslumbrante por momentos, autodestructiva sempre. É a história de uma mulher que se viu envolvida em uma vida que não estava prevista para ela e que soube aproveitar ao máximo. Saiu de uma cidade pequena francesa para cair, sem querer, nas ruas de Paris em plena entreguerras; porque assim começou sua amalucada carreira artística, na rua, aproveitando muito bem as casualidades que o destino preparou.Ela foi todo um ícone sexual da vida boêmia de Paris. Chegou a posar, inclusive a ser amante, de Chaim Soutine, Amedeo Modigliani, Moïse Kisling (o outro Kiki), Fujita Tsuguharu, Man Ray...; Ray foi, precisamente, o que a imortalizou nas suas fotografias, curtametragens e filmes, o autor da foto mais representativa do surrealismo, Les violon d'Ingres, 1924) .Mas também se acotovelou, bebeu e dançou com Pablo Picasso, Ernest Hemingway, Lee Miller, Jean Cocteau, Ivan Mosjoukine, André Breton, Marcel Duchamp, Robert Desnos, Tristan Tzara...E mesmo sendo modelo sua principal trabalho, atividade que defendeu com dignidade em um tempo em que se considerava prostitutas às modelos, também triunfou como pintora, como cantora de cabaré e como atriz. Chegou a ser a personagem mais popular da noite parisina e coroada rainha de Montparnasse. Para ela todos os dias eram uma grande festa, tal era sua paixão pela vida que mesmo nos inumeráveis momentos de penúria econômica, sempre se sobrepôs porque na verdade se conformava com pouco. E quando teve dinheiro o dedicou a gastá-lo com seus amigos e, nos últimos anos, a compartilhar o pouco que tinha então com diversas instituições benéficas. Esta é a faceta abordada neste livro, não a da cocainômana, alcólatra, suas mazelas são mensionadas no livro de forma sutil e contextual, mas a principal imagem que nos deixa é que viveu a vida que lhe tocou viver como um presente que não esperava, lutou e desfrutou dos prazeres da vida.
Ui...acho que vou ter que voltar a Paris rápido!
Para ver Le Retour à la Raison, o primeiro filme experimental que Man Ray fez com ela como modelo click aqui. Para ver um slide com uma série de imagens dela click aqui!


Um comentário:

Carol Fernandes - São Paulo disse...

Sabia q tem uma marca de lingerie com lojas em NY e LA com o nome dela?! É só lingerie de luxo. Lindissimas!
O site:
www.kikidm.com