quarta-feira, 28 de novembro de 2007

modelos de seducción -2

Como prometi aqui... seguimos com a segunda palestra "Sobre beleza na arte e publicidade". Analizamos as principais revistas de moda para identificar qual é o modelo que elas propõe. Através de revistas como a Vogue, People, Elle, Cosmopolitan entre outras chegamos a conclusão que a beleza nestes meios é: uniforme, sujeita a um padrão- que é maioritariamente pele, olhos e cabelos "claros" . Limitada no tempo - te vendem uma faixa etária média. Ocidental com vocação universal- mesmo na Vogue Nippon, China ou India as modelos são ocidentais. Fria e Idealizada - Essas mulheres das revistas não existem como vemos, viva o Photoshop!

Vimos também a beleza que vem da rua, e muitas vezes vira referencial para as revistas, as "tribos" surgem desde o pós-guerra , a geração beat, hippies, punks , moods, rockers , disco, new wave, grunge, skins e chegamos a conclusão que a beleza nestes grupos é: uniforme, sujeita a um padrão-mesmo com toques pessoais usam o mesmo penteado, make-up, o mesmo look. Limitada no tempo - são movimentos juvenís. Modelo fechado- não aceita interferências estéticas de outros grupos. Excludente- ou você pode ser identificado como parte do grupo, ou está fora.

"A relação entre arte e publicidade é como a história de um tecido formado sobre diferentes tramas que em alguns momentos se entrelaçam e em outros tomam caminhos diferentes"
Essa busca pela beleza é uma obsessão da arte até o final do século XIX. Até este momento " o belo" de acordo com os padrões de cada época estava presente porque o pintor não era livre e criava para alguém que pagava. Essa liberdade quando chega é o triunfo do "Eu" artista e como exemplo temos a beleza das Les demoselles d'Avignon , de Picasso e o Nu descendo a escada ,de Duchamp. Falamos também sobre a personificação do objeto e da objetificação do corpo dos surrealistas e dadaistas. E tudo isso presente na publicidade , lembrando que ela nasceu no XIX com a litografia e a impressão dos primeiros cartazes com Cheret , Mucha ou Toulouse Lautrec.

Chegamos a Alemanha Nazista , e sua máquina de publicidade e saltamos a um novo olhar sobre a beleza que trouxeram a revolução feminina nos anos 60.

E fechamos com o belo contemporâneo de Toscani , suas muitas variedades e polêmicas além das três belezas de Kate Moss vista por Lucien Freud, Marc Quinn e Banksy... ufa! resumo do resumo do resumo! Amanhã tem mais!

Um comentário:

Carol Fernandes - São Paulo disse...

Oi Angel!!!
Muito bom esse curso!
Estou adorando acompanhar as palestras por aqui!
bjtos,
Carol