sexta-feira, 5 de junho de 2009

I know not what tomorrow will bring. Lisboa.

Olás. Finalmente voltei de Portugal, em corpo (há duas semanas) e em espírito (hoje) e, como prometido, contarei algumas impressoes dessa cidade tão desconhecida e ao mesmo tempo tão familiar.
À primeira, à segunda e à terceira impressão: Lisboa não fervilha de nada, não tem um montão de gente fashion pra lá e pra cá, Lisboa "is the sleeping city". Lisboa não é o lugar onde tudo acontece. Em Lisboa não tive vontade de consumir (ainda bem!).
Minha cabeça estava ocupada tentando entender o que é que nos aproxima, brasileiros e portugueses, e quais são nossas diferenças. Tentei entender porque é que a gente conhece tão pouco sobre as nossas respectivas culturas. Acho até que eles sabem mais sobre a cultura relevante do Brasil que nós sobre a deles (a única coisa que me vinha à cabeça era bacalhau, bigodes, o "vira" e o "ora pois pois").
Acreditando nos poderes dos meus ancestrais, andei a cidade toda a pé, sem mapa, em busca do conhecido-desconhecido. E a primeira rua que encontrei, foi a rua da Conceição, repleta de armarinhos, jóias preciosas de fachadas Art Nouveau (valeu a força, bisavó!).
Lisboa parou no tempo e vive na melancolia do seu passado grandioso. Ela vive na contradição de também ter que fazer parte de uma Europa moderna e de estar tecnologicamente comparável a cidades como Berlim e Copenhague. Eu espero sinceramente que com isso a cidade não perca o seu maior valor, a sua identidade: os portugueses. Os portugueses são tão _______ (espaço para um adjetivo desconhecido), que eles tornam-se marcos da cidade. Uma amiga me disse: Para ir até a pastelaria tal, vire a rua onde estará sentada uma senhora gorda de vestido florido. Lá estava a senhora, sentada no mesmo lugar há sabe-se lá quantos anos, com o mesmo repertório de vestidos. Eu sinceramente não sei o que será dessa rua o dia em que essa senhora morrer. Por favor, não confundam aqui que eu comparo os portugueses a objetos. Só queria reiterar que a paisagem humana é fundamental para o entendimento (e o enamoramento) da cidade.
Outra coisa: Nenhum português que eu conheci se chamava Manuel, Joaquim ou Maria.

Dicas: Antes de viajar, um filme imprescindível: Sob os céus de Lisboa, Wim Wenders, 1994

2 comentários:

Lissandro Silva - São Paulo disse...

Hahaha..Ainda bem que voltou contando das suas peripécias em terras patrícias..
Adoro Lisboa, mas apesar de construções contemporâneas, a impressão que nos passa de verdade, e que eles ficaram parados no tempo, e não digo isso no sentido pejorativo, apenas acho q eles ainda conservam muito bem suas tradições.
Conta mais!
Bjo

samuel disse...

Uma última frase pra um novo començo!! Cómo te añoro, locaespejos! Ten que escrever mais...
Bom, qué se falava de novo fernandinho?...ou foi bernardinho com quem vc tomou a Aguia Real?
Ja vc sabe...sentir es un tostón...pero a gente sente sua falta!

Um día de estos tao vez eu faço uma proposta, nao indecente, mas sim indigente, ou algo assim.